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Os riscos de lesões no CrossFit

18 de julho de 2017

A prática de esportes diferenciados e de alta performance vem ganhando cada vez mais espaço dentro das academias. E, nesse sentido, o CrossFit, modalidade de atividade física baseada em “superar os próprios limites” é uma das mais procuradas. No entanto, é preciso ter cuidado na realização de alguns fundamentos.

De acordo com o ortopedista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia - INTO, Márcio Cohen, é imprescindível que haja uma avaliação antes de qualquer atividade esportiva para que o profissional possa enquadrá-lo adequadamente dentro da modalidade. “O CrossFit é uma ótima opção para quem acha musculação monótona, porém torna-se uma atividade com grande potencial lesivo, já que exige muito do participante”, afirma o especialista.

As consequências do excesso de atividade física passam por lesões principalmente nos joelhos, coluna e ombros. Isso se dá por conta dos exercícios que exigem que o aluno se movimente rapidamente e com grande quantidade de peso. “Esses movimentos são de impacto e causam estresse nas articulações. Se feitos de maneira incorreta, podem gerar lesões articulares, musculares e, no limite, rompimento de tendões”, diz o especialista que é membro do Comitê de Cirurgia de Ombro e Cotovelo da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia-RJ e da Academia Americana de Cirurgia Ortopédica (AAOS).

Sendo um dos fundamentos mais realizados no CrossFit, o agachamento faz com que o aluno precise descer até quase o chão e voltar, causando sobrecarga na articulação do joelho. Já na coluna, essa sobrecarga, que no momento do exercício pode se apresentar como inofensiva, associada a uma postura errada, resultará em lesão. “O excesso de esforço na região pode acarretar dores na coluna, em hérnias de disco e até em cirurgia”, explica Márcio Cohen. Apesar de todos esses riscos, a prática do CrossFit não é desaconselhada pelo especialista. Segundo Márcio Cohen, é preciso, além de uma avaliação adequada feita por um profissional, moderar a intensidade, o peso e o número de repetições. “Ter a real noção da capacidade do corpo e tentar não ultrapassar os limites, principalmente no começo, é fundamental. Caso sinta algum tipo de dor, procure um médico para saber qual tipo de lesão é daí iniciar um tratamento”, finaliza.

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